novembro 26, 2003

Smile 49

Existem alguns títulos e algumas letras de músicas que realmente me massacram o espírito. Não só pelo que transmitem, mas também pelo que literalmente dizem. Assim, com tanto material à escolha e por onde pesquisar, surge uma nova tabela:
“As Cinco Músicas Mais Estúpidas da Terra”.
Bom, para iniciar o processo de candidatura ao top 5, resolvi trazer-vos uma música cujo título é particularmente sugestivo: “Soltem os Prisioneiros”.
Os Delfins, percusores deste controverso apelo, cantam e pedem que se soltem os prisioneiros. Mas quem são estas bestas? O que é que lhes passa pela cabeça? Soltem os prisioneiros?!
Estes gajos são uns calhaus! Então anda a bófia a trabalhar e a lutar para meter atrás das grades os bandidos da sociedade, que nos atormentam, roubam, matam, violam, para depois virem uns betinhos pedir para os soltarem?!
Se um destes palhaços já se tivesse visto na situação de um assalto, na pele da vítima, não cantava isto de certeza. Mas soltem os prisioneiros porquê? Estes gajos são parvos? Deve-lhes passar pela cabeça coisas do género: “Coitadinho do senhor que está preso…Dos dezassete tiros que deu na vítima, só dois é que foram fatais…Porque é que não o soltam? Deixem-no vir cá para fora. Afinal de contas, o outro estava mesmo a pedi-las. Então vai deixar a ovelha pastar 30 centímetros para dentro do terreno do senhor que agora está preso? Claro, uma pessoa não é de ferro e os nervos acabam por explodir…”. É isto que eles querem dizer?
Tudo bem, podem-me dizer: “Mas ó Pikes, eles referem-se é aos prisioneiros de guerra, àqueles que estão presos por intolerância política, às crianças.”. E eu respondo: “Para já, nunca fumámos uma ganza juntos para me estares a tratar por Pikes assim sem mais nem menos, por isso vai lá falar com o car… (resolvi não escrever mais asneiras)”. E se depois outra pessoa me disser: “Mas ó Sr. Pikes, eles referem-se é aos prisioneiros de guerra, àqueles que estão presos por intolerância política, às crianças.”. Eu aí já respondo: “Tudo bem, mas então digam! Senão um gajo não sabe”. Imaginem que – atenção, é só para imaginar, porque isto é impossível na realidade – existe um ministro que é demagogo, a roçar a extrema direita, aldrabão, interesseiro, lambe-botas, com escândalos na sua vida pessoal, com processos em tribunal e que esteja no poder (não, não é esse que estão a pensar, é mesmo para imaginar um outro qualquer) e que esse ministro ouve essa música. Já pensaram nas consequências? Ele se calhar começava a soltar todos os prisioneiros! Depois vinham cá para fora montes de bandidagem que deviam ficar a ver o sol aos quadradinhos pelo menos uns dois anos, como os assassinos, por exemplo. Calma, os tipos que fazem fraudes fiscais não, porque isso também já era loucura. Esses têm que ficar presos pelo menos 25 anos. Agora os que cometem crimes menores, a ter em conta as penas a que são condenados, como os assassinos, os raptores ou os traficantes de droga, esses se calhar eram soltos.
Mas, se por outro lado, a música se chamasse “Soltem os Prisioneiros, Mas Só os Que São Presos Políticos, ou os Que Estão Presos Por Intolerância de Ditadores ou as Crianças”, a coisa era diferente…
Resumindo, se querem fazer musiquinhas de ir ao cu, ao menos façam letras que não prejudiquem ninguém. Eles até têm uma outra que podia entrar para esta tabela, mas como não faz mal a ninguém, fica de fora. “Sou Como Um Rio”…Isso quer dizer o quê? Que estás todo torto, feito em água, andam peixes vivos dentro de ti e muito provavelmente estás cheio de merdas que as pessoas te jogam para cima?
Ou “Ao passar um navio, fica o mar sempre igual…”. Acham que sim? Ao passar um navio o mar fica igual? Então não fica com uma pequena ondulação, e cheio de óleo que os navios estão sempre a largar?
Mas chega de massacrar o cabeças que tem a mania que é o Bono Vox, com os seus óculos meio apaneleirados…
“Soltem os Prisioneiros” está agora a votos para a entrada na tabela “As Cinco Músicas Mais Estúpidas da Terra”.

Publicado por Pikes em 02:42 PM | Comentários (4)

novembro 24, 2003

Smile 48

No último episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”, os nossos heróis depararam-se com um cenário que os deixou surpresos. Stallone D’Alzheimer calculou que fosse obra do gang de Reguengos…

Arnold – Do gang de Reguengos?! Mas eles estão fora de acção desde a última detenção que o Teixeira Kid fez.
Stallone – Mas isto para mim tem a assinatura deles…
Arnold – Porque é que dizes isso?
Stallone – Está ali na parede, a graffiti: “Gang de Reguengos fez isto.”
Arnold – Ah…
Dent – Importam-se de parar de me dar mocadas na carola?! Com a minha idade pode ser prejudicial…
Stallone – Esteve cá o gang de Reguengos!
Dent – Não!!
Arnold – Sim!
Stallone – Sim!
Dent – O gang de Reguengos?!
Stallone – Eu sei, também estás admirado?
Dent – Eu não faço a menor ideia de quem sejam esses gajos…
Arnold – Então tu não estiveste na batalha de S. João da Talha?
Dent – Não, estava a defender o forte de Ferreira do Alentejo nessa altura.
Stallone – Vocês não estão a ouvir um barulho estranho?
Dent – Sim, é a tua voz…Ah ah ah!
POF
Arnold – Deixa de ser parvo!
BUM!
Dent – AAHHHH! Os meus olhos! Não vejo! A poeira desta exlosão veio-me para os olhos!
Stallone – Calma! A poeira está a assentar! Oh meu Deus! É o…
Arnold – Oh não! O…
Stallone – O…
Dent – Quem?! Quem?!
Arnold – Valha-nos Deus! Ele…
Dent – QUEM!?!?!
Stallone – Todo este tempo andámos enganados com ele…
Arnold – Afinal eras tu, infame…
Dent – Importam-se?! Quem, porra?!
Stallone – O Grande Cabeção!
Dent – O Jardel?!
Arnold – Não! O Pedro Miguel Ramos!
Dent – Quem é esse?
Arnold – É um gajo que se disfarçou de apresentador, mas enganou poucos…
Stallone – Fever night, fever nigh, fever…
Dent – Olha este agora…
Arnold – Já não tens comprimidos?
Stallone – It’s raining men, aleluia, it’s raining men, yeh yeh!
POF
Arnold – À falta de comprimidos…
PMR – Seus palhaços! Olhem a vossa triste figura…
Arnold – Olha quem fala…Então voltaste.
PMR – E desta vez vou acabar o serviço!
Stallone – Mas então tu estavas ao serviço do Velho da Arrastadeira?
PMR – Claro! E vocês nunca perceberam isso. Mas agora que o Velho está fora de acção, eu não serei tão brando como ele!
Dent – O Velho está fora de acção?! O que é que aconteceu ao Velho da Arrastadeira?!
Arnold – Nós estamos deste lado, Dent…Estás a falar para o bengaleiro.
Dent – É que a poeira ainda me está a cegar.
Stallone – Porque é que não fazes um flashback até ao tempo em que o teu mestre te ensinou a fazer as coisas com uma venda nos olhos?
Dent – Boa ideia. Hummm…
Arnold – Isso, isso.
PMR – Mas vocês querem prestar atenção?! Um gajo vem aqui para acabar com vocês e ninguém me liga…
Stallone – Fecha lá a matraca um minuto, ó cabeças. O gajo tem que se concentrar!
Arnold – Eu já te mostro…
POF
Arnold – AAIIII!! A minha mão!
Stallone – Como é possível?! Ele levou um POF e não desmaiou!
Arnold – Finalmente…As minhas suspeitas estavam certas. Na realidade esse cabelo não passa de um capacete disfarçado!
PMR – Ah ah ah! Claro, suas abéculas! Acham que alguém no seu perfeito juízo usa o cabelo assim?! Isto é um disfarce!
Dent – Já consigo! Lembrei-me agora de como eu apanhava moscas de olhos fechados!
Stallone – Ahá! Agora vamos a ele!
Arnold – Ataca por esse lado, Stallone! Dent, vai pela direita!
PLOFT
Dent – Bolas, quem é que meteu aqui uma parede?…
Stallone – IIIÁÁÁÁ!!!
Arnold – Stallone, cuidado! A tua cadeira vem direito à minh…
CRASH
PMR – Idiotas! Nem lhes toquei e ficam todos KO…
VA - TRÁ-LOS A MIM, PEDRO!
PMR – Grande Mestre!! És tu?!
VA – CLARO, ANIMAL, QUEM QUERIAS QUE FOSSE, COM ESTA VOZ DO ALÉM?…
PMR – Desculpa Grande Mestre!
VA – AGORA OS MEUS PLANOS ESTÃO COMPLETOS! JÁ ME POSSO CASAR EM PAZ!
PMR – Mas Grande Mestre, afinal qual é a tua identidade?
VA – AGORA POSSO DIZER! EU, O VELHO DA ARRASTADEIRA, SOU A TERESA GUILHERME! AH AH AH AH AH AH….

THE END

Sim, é um final um bocado estúpido, mas eu também não sou argumentista…

Publicado por Pikes em 02:41 PM | Comentários (1)

novembro 20, 2003

Smile 47

No último episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”, uma explosão na cozinha deixou em suspense o destino dos nossos heróis. O Velho da Arrastadeira fugiu, sem se saber para onde.

Dent – Oops…
Arnold – Já viste o que fizeste?
Dent – Será que alguém se magoou?…
Arnold – Não, sua besta! As pessoas pensam que estão a fazer torradas e explode-lhes uma bomba em cima e não se magoaram!…
Stallone – Pode ser que fosse pão integral…
Arnold – Temos que ter calma. Vamos lá ver quem é que lá estava.
Dent – E como é que vamos sair daqui?
Stallone – Vamos chamar alguém, que tal?
Arnold – Não pode ser. Ninguém pode saber o que estamos aqui a fazer.
Stallone – Feel the city breakin’ n’ everybody shakin’ and we’re stayin’ alive, stayin’ alive, a, a, a, a, stayn’ aliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiive…
Dent – Pronto, passou-se outra vez!
Arnold – Fecha a matraca!
Stallone – I have a dream…
POF.
Arnold – Então vê lá se acordas!
Dent – Eh eh, dá-lhe!
POF.
Arnold – E tu cala-te, também!
Dent – Ai…
Stallone – Onde estou? Quem são vocês?
Arnold – Olha agora…
Dent – Está anési…amési…asmné…animés…ahamm…não se lembra das coisas.
Arnold – Já lhe passa. Não tarda muito leva outra que fica já a lembrar-se de tudo!
Stallone – AH! Já sei!
Arnold – Temos que arrebentar com a porta!
Stallone – E se utilizássemos o Dent como aríete?
Dent – Como quê?!
Arnold – Boa ideia! Anda cá!
Dent – Mas o que é que vão fazer?!
Stallone – Podemos deitá-lo no meio das duas cadeiras de rodas e vamos contra a porta!
Arnold – Vamos a isso!
Dent – Ei, ei, esperem aí! Não se pode fazer outra coi…
POF.
Arnold – Pronto. Assim não lhe custa tanto.
Stallone – Como nos velhos tempos! Iiiiáááá´!!
CRÁSH!
Arnold – Meu Deus…Está tudo…Tudo…
Stallone – Sim, tudo…
Dent – Aiii….Tudo o quê?
POF.
Arnold – Deixa-te estar sossegado.
Stallone – Isto só pode ser obra do gang de Reguengos!!…

E agora? O que será que os dois heróis encontraram lá fora? O que estaria ali a fazer o gang de Reguengos? Onde andará o Velho da Arrastadeira? Será que Dent vai recuperar? Será que Deco vai decorar o hino nacional a tempo do Euro 2004? Terá esta história um fim?
A resposta a estas e outras questões no próximo episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”.

Publicado por Pikes em 12:10 PM | Comentários (1)

novembro 19, 2003

Smile 46

No último episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”, os nossos heróis preparavam-se para pôr em marcha “o plano”.
Depois de levantar Dent Van Postice do chão, Arnold dava as últimas indicações.

Arnold – Desta vez é que é. Espero que não se tenham esquecido de nada.
Dent – Está tudo em ordem, no que me diz respeito.
Stallone – Quantos há?
Dent – Quantos há?! Estás a falar de quê?!
Stallone – Do jogo.
Arnold – Qual jogo?!
Stallone – Won’t you take me to…Funky town!!
Dent – Eu não aguento mais este passado! O gajo não toma a merda dos comprimidos!
Arnold – Stallone! Anda cá. Toma isto!
Stallone – Mas…Grunf…Mhgrhh…Gulp.
Dent – Vê lá se engoles isso!
Arnold – Bom, vamos a isto! Dent, prepara o temporizador.
Dent – Já está. Daqui a três minutos vai haver fogo de artifício! Ah Ah.
Stallone – As pipocas?
Arnold – Os comprimidos ainda não estão a fazer efeito?
Stallone – Estão, mas continuo a ouvir uma voz insistente que me pergunta pela merda das pipocas…
Arnold – Esquece isso. Levas a arma na cadeira?
Stallone – Claro.
Dent – Deixa-me só rever o plano. Depois de explodir com o lar, fugimos pelos muros, certo?
Arnold – Sim, e depois arranjamos um veículo de fuga e vamos para o nosso esconderijo, em Santo António dos Cavaleiros.
Stallone – Mas…Aí não é onde morava aquele gajo que era gaja, o “Bichona Maluca”?
Arnold – Sim, era aí que morava o José Castello Branco.
Dent – Mas Arnold, não achas que é arriscado ir para aí?
Arnold – Não, é óbvio que ele já lá não volta, por isso já não corremos o risco de sofrer o seu mais famoso golpe…
Stallone – As “Nádegas Assassinas”!
Dent – Então preparem-se. Vou iniciar o temporizador!
CLIC.
Velho da Arrastadeira (VA) – Ahá! Julgavam que era assim tão fácil?
Stallone – Oh não, o Velho da Arrastadeira!!
Dent – Fujam, fujam que eu aguento-o aqui!
Arnold – Oh homem, tu nem te aguentas em pé sozinho…
VA – Nem pensem que acabam com o meu covil. Eu menosprezei-vos, nessas cadeiras de rodas ridículas, mas já vi que me enganei. Não pensei que levam a vossa avante.
Stallone – O temporizador, já está a andar!
Arnold – Vamos fugir! Rápido!
VA – Seus estúpidos! Havemos de nos encontrar outra vez! Ah ah ah ah!!!
SLAM. CLIC
Dent – Ele fechou a porta! E trancou-a por fora!
Arnold – Nós também vimos, não precisamos de relato.
Dent – Eu sei, mas se esta história é escrita, como é que as pessoas sabem?
Stallone – Ele tem razão, John.
Arnold – Outra vez com o John?! Queres levar nas trombas?!
Stallone – Olha mas é para o temporizador! O tempo está a acabar!
Dent – Calma, temos que desligar um fio.
Arnold – E qual é o fio?
Dent – É o…o…Ahamm…Quer dizer…Eu acho que é o…
Stallone – Faltam 20 segundos!!
Dent – É o…Azul…Não…Verde…Não…Amarelo…
Arnold – Essa merda não tem um vermelho?! É sempre o vermelho!!
Dent – Eu…Já não tinha fio vermelho para pôr…
Stallone – 5 segundos!!
Arnold – Corta um qualquer!!
Dent – O Azul!
CHOP.
Stallone – Parou nos três segundos! Yes!
Dent – Ufa…
TIC TIC TIC
Arnold – Começou outra vez!!
Dent – Três…Dois…Um…
Todos – AAAHHHHHHH!!!!
TÓING.
Stallone – Torradas?!
Arnold – Dent, torradas?!
Dent – Se calhar enganei-me no temporizador…Então quer dizer que as torradas que estão a fazer na cozinha…
BUM!!!

E agora? Para onde terá ido o Velho da Arrastadeira? Quem estaria na cozinha?
Como se vão safar os nossos heróis? Que é feito do Frei Hermano da Câmara? Serão o Herman José e o Roberto Leal a mesma pessoa?
A resposta a estas e outras questões no próximo episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”.

Publicado por Pikes em 03:32 PM | Comentários (1)

novembro 18, 2003

Smile 45

No último episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”, Arnold Tremeliks tentava acordar Stallone D’Alzheimer da sua apatia, enquanto Dent Van Postice lutava, qual tartaruga de barriga para cima, por se levantar do chão.

Dent – Arnold! Arnold! Anda cá!
Arnold – O que se passa, Dent?
Stallone – Saiam da frente! Quantos são? Quantos são?
Arnold – Calma Dent. Segura-te ao braço da minha cadeira.
Dent – Estava a ver que tinha que partir as trombas a alguém enquanto fazia a esparregata, como nos velhos tempos! Obrigado pela ajud…AAAHHHHH!
CRASH!!
Stallone – Ahá, ninguém escapa à minha cadeira supersónica!
Arnold – Ó estúpido!! Acabaste de atropelar o Dent!
Stallone – OK, desculpa John! Não percebi, pensei que estavas a ser atacado!
Dent – Essa besta que nem se aproxime de mim!
Stallone – Já pedi desculpa. O John não me avisou.
Arnold – E era preciso avisar-te para não atropelares o teu amigo?!
Stallone – Calma John, o assunto está resolvido.
Arnold – E vê lá se páras de me chamar John, ó atrasado mental!
Stallone – Quem fala?
Arnold – Quem fala, o quê?
Dent – Este gajo está pior…
Stallone – São as vozes, as vozes…
Arnold – Calem-se de uma vez. Chegou o dia. Serviram arroz-doce no dia da maçã assada!
Stallone – Não posso!! Esses malvados!!
Dent – Mas isso quer dizer que…
Stallone - …Não há maçã?! Meu Deus! Ao que o mundo chegou! Agora não há…
Arnold – Eu juro que te parto um osso qualquer, se não te calas!
Dent – Calma! Não podemos perder a cabeça!
Stallone – Sim, calma John! Sobretudo, tem calma!
Arnold – Deslarguem-me que eu vou-me a ele!!
Dent – Não Arnold! (segurando-o pela camisola) Não, não puxes senão eu…
CRASH!!
Stallone – Pára de te mandar para o chão, Dent. Pareces um jogador de futebol…
Arnold – Pára tudo! Temos que dar início ao plano!
Stallone – Por amor de Deus, não estás a falar d’ “O Plano”?!
Arnold – Por tudo o que é sagrado, sim!
Stallone – Por minha nossa Senhora! Um dia tinha que ser…
Arnold – Por todos os santos, tem que ser…
Dent – Por acaso, alguém se importa de me levantar?…

E agora? Qual é o plano? Qual será o mistério por trás do arroz-doce? Será que Stallone anda a tomar os comprimidos? Porque é que Stallone chama John a Arnold?
Porque é que o céu é azul? Porque é que para se ser actor, o melhor curso a tirar é o de modelo?
A resposta a esta e outras questões no próximo episódio de “Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”.

Publicado por Pikes em 12:32 PM | Comentários (2)

novembro 14, 2003

Smile 44

Aproveitando a ideia do Tomás Tapílula (processem-me), comentador de um Smile, lanço aqui um possível argumento para um filme com o Stallone, o Arnold da Califórnia (não, não sei escrever o apelido dele, e então?) e o Jean-Claude Van Damme (outro que fala tão bem inglês como eu falo senegalês arcaico).
O filme seria feito daqui a dez anos, e era do tipo:

“Alcabideche, 2014.
A guerra entre A-dos-Cunhados e Vila Nova de Alportel deixou o mundo de rastos.
Os mutilados eram muitos e os mortos a perder de vista.
Só alguns, poucos, conseguiram chegar ao fim inteiros e mentalmente sãos.
A esses eleitos, a esses guerreiros, a sorte não sorria agora que a paz se havia instalado. No entanto quis o destino que se juntassem no mesmo local.
O lar de idosos Última Paragem.
Uma derradeira missão os aguardava, para mais uma vez, lado a lado, combaterem…
O Velho da Arrastadeira!”

Dent Van Postice, Stallone D’Alzheimer e Arnold Tremeliks raramente falavam. Apenas os olhares que de vez em quando trocavam denunciavam a cumplicidade que outrora os ligava. Na mesa de jantar do lar, a cadeira de rodas de Arnold ocupava sempre o lugar da cabeceira, pois ele era conhecido como “o cabeças” (qualquer ligação ao vocalista dos Delfins é pura coincidência). Dent, bastas vezes admoestado pelas enfermeiras por deixar a sua dentadura presa às maçãs e assustar as outras velhotas, sentava-se ao seu lado direito, encaixando o seu andarilho na cadeira de Arnold. O velho e bravo Stallone D’Alzheimer, debilitado pela doença que lhe dava o nome, ficava normalmente sentado sozinho nas latrinas, visto que nunca se lembrava onde estava e muito menos onde era a sala de jantar.
Sempre que uma enfermeira o tentava encaminhar para junto dos outros, gritava: “Larguem-me suas vacas, não tenho dinheiro!”.

Os problemas começaram quando numa quinta-feira, ao jantar, a sobremesa era arroz-doce. Todos sabiam que o dia do arroz-doce era a terça-feira, e ao almoço. À quinta servia-se maçã assada. Arnold, sempre com a presença de espírito que o caracterizava em batalha, lançou apenas um olhar para Dent, que estava no chão depois de se ter desequilibrado da cadeira enquanto tentava recuperar a sua dentadura, que uma enfermeira lhe tinha tirado. Arnold disse então apenas uma palavra ao fim de tantos anos no lar: “Stally!”. Stallone ouviu e gritou da latrina: “GOOOLO! Chupa, palhaço!”. Rápido como uma flecha, Arnold deslizou na sua cadeira até onde estava Stallone e deu-lhe um calduço, dizendo-lhe: “Acorda, velha carcaça! Chegou a hora…”. E aqui se dá início à saga…
“Lindor Anatómico II – A Incontinência Contra-Ataca”.
Não percam o desenvolvimento no próximo episódio!

Publicado por Pikes em 05:06 PM | Comentários (3)

Smile 43

Venho fazer um apelo.
Que é feito dos velhos filmes com 53 sequelas?
Sim, porque hoje em dia já se perdeu a mística que entusiasmava a juventude de outros tempos. Tudo bem, fazem uma ou outra coisita tipo “O Senhor dos Anéis” ou o “Matrix”, mas não é a mesma coisa. São feitos logo de uma vez e depois dividem-nos em três estreias para ganhar dinheiro com o marketing.
Agora os clássicos, os grandes filmes das décadas de oitenta e início de noventa, desapareceram.
Quem não se lembra do fantástico “Esquadrão Ninja”, com as suas sequelas 1,2,3,4,5,6 e 7?
O espectacular “Ninja Americano”, que teve tantas sequelas que até o actor já era diferente ao fim de umas meras 12 sequelazitas?
Esses sim, ícones de uma geração de cinéfilos, deliciaram milhares de seguidores com histórias insípidas, mas com uma componente muito forte, a chamada “porrada de três em pipa”.
Porque é que ninguém pega no Stallone e faz o “Rambo V”? Ou o “Rocky MCDIII”?
De certeza que seriam os maiores êxitos dos últimos anos.
E depois havia aquela surpresa no nome dos filmes. As sequelas tinham sempre um nome qualquer. “Águias de Ferro – A Vingança”, “Halloween – O Regresso”, “Sexta-Feira 13 – Pior que nunca”, etc..
Eu até me lembrei de alguns nomes para dar às novas sequelas dos clássicos:
“Rambo IV – Já Se Percebe O Que Ele Diz”
“Rocky MCDIII – A Vingança Geriátrica”
“Predador III – O Governador Louco”
“Terminator V – Falo Como Um Robot, Mas Sou Humano”
“Águias de Ferro XVII – O Regresso Da Tumba”
“Ninja Americano MDCXXXIV – Já Não Há Actores Louros Que Saibam Artes Marciais Para Entrar No Filme”
“Sexta-Feira 13 XVII – Já Nem Me Lembro Da Jamie Lee Curtis Tão Nova”
e finalmente, la pièce de resistance, “O Lugar Do Morto II – Bolas, O Airbag Não Disparou”.
Quanto a séries, proponho uma reposição do fabuloso “Zé Gato – Quem És Tu?” e “Retalhos Da Vida De Um Médico – Possivelmente Ninguém Se Lembra Disto”.
Mais tarde falarei de outras películas, também elas injustamente caídas no esquecimento.
Talvez venha a criar a tabela “Os Cinco Filmes Mais Estúpidos do Mundo”.

Publicado por Pikes em 03:22 PM | Comentários (2)

Smile 42

A pedido de muitas famílias…aham…de algumas famílias…eerrr…de poucas famí…Ok, ninguém pediu, faço isto porque me apetece, resolvi revelar o que sei sobre a prisão do José Castello Branco.
Como já tinha explicado num dos Smiles, a verdadeira identidade do JCB foi apagada pelo KGB. No entanto, na sua ânsia de loucura e perigo, a Tatiana que ainda vive no âmago deste ser de rabo-de-cavalo veio ao de cima. E como? Exactamente. Através de uns collants de licra e de uma cuequita de fio dental.
Ao ser preso(a), o marchant foi obrigado a despir-se, e em frente a alguns homens. Tudo bem, até aqui nada de novo na sua vida. Esses homens descobriram que ele(a) estava a usar collants e foi dental. Continuamos sem novidades. Mas eis que de repente o(a) jogam para uma cela e não lhe fazem nada! Meu Deus! Aqui começa o martírio! Então fazem-no(a) despir-se, ficam ali todos a olhar para ele(a) e depois ninguém lhe faz nada?! Nem um beijinho?! Não, isto é demais! Não se podem gorar assim as expectativas de uma pessoa!
É então, que das profundezas da sua mente, surge alguém há muito aprisionada pela eficácia russa na lavagem ao cérebro. Tatiana Romanov! Insurgindo-se contra a injustiça dos selvagens polícias que obrigam uma pessoa a despir-se e que depois não lhe fazem nada, Tatiana saltou cá para fora em toda a sua pujança e…desatou a gritar!
Gritou que nem uma louca, uma doida, e não havia quem a calasse. Qual José Carlos Soares, a ela ningém a calava! Mesmo quando um dos prisioneiros, um ex-forcado com 1,94m, 98 quilos e com uns nítidos 12 anos de ginásio naquele corpo opulento, agarrou nas barras da sua cela e disse: “Ó bicha doida, ou fechas a matraca ou eu vou aí e prego-te dois estaladões na tromba e a seguir ainda te enfio o marsápio tão fundo nesse cu que vão ser precisas duas corporações de bombeiros para te desencarcerar!”, Tatiana não tremeu nem um segundo e ainda respondeu: “Obrigada pela solidariedade, mas não julguem que é com favores que me vão calar. Guincharei com todas as minhas forças até que me dêem gel e pelo menos dois cremes para o corpo!”.
Tatiana, já calejada com as torturas a que foi sujeita quando ainda agente do KGB, foi mais longe e ousou ainda recuperar a sua identidade actual, gritando que era “um senhor”! Com os seus fantásticos poderes de persuasão conseguiu que os guardas lhe abrissem as portas da cela, mas no entanto conseguiu resistir à tentação e não os atacou a todos com o seu golpe mais conhecido: As nádegas assassinas!
Amigos do marchant (que merda de profissão é esta?!) vieram a público manifestar a sua solidariedade, e à pergunta “Acha que o José Castello Branco é culpado?” chegaram mesmo a responder: “Quem?!”. Depois, quando a pergunta foi feita a alguém que o conhecia mesmo, a resposta foi: “Esse homem é um senhor!”. Finalmente, alguém que sabia de quem se tratava, pois não se referiu ao ser como homem, disse: “Tudo isto é uma grande injustiça! Ele nem sequer tocou nas crianças! Esses jovens estão a mentir, devem estar a confundi-lo com alguém!” – “Mas ele foi preso por posse de jóias…” – “Hã? Ah, quer dizer…pois…eu sei…estava a brincar…Mas ele foi preso?”. Foi mesmo possível aceder a uma gravação da entrevista que o JCB deu depois na Caras, mas sem censura, chamada de director’s cut, que a seguir transcrevo:
- Foi difícil o tempo que esteve preso?
- Nem calcula! Imagine-se numa loja de doces e não o deixam comer nada.
- Como?!
- Sim, tanto homem grande, musculado, mesmo ali ao lado e nada, nem um toque ao de leve…
- Mas com certeza está agradecido pela protecção que os guardas lhe proporcionaram nesse sentido?
- Aham…eerr…claro, claro.
- E a história do gel, como foi exactamente?
- Bom, estava lá um matulão que me agarrou e jogou contra a parede. Eu ainda gritei, mas ninguém foi ver o que se passava.
- Mas meu Deus, isso deve ter sido horrível. E gritou pelos guardas?
- Não, gritei: “Sim, sim, meu garanhão, arrebenta comigo!”.
- Ah…Bom, mas e o gel?
- Ah, sim. O gel era para os pêlos púbicos do Amílcar, que me estavam a picar os glúteos.
- Como?! Amílcar?!
- Sim, era o nome dele. Mas como não havia, acabei por puxá-los para trás com água.
- Puxá-los para trás?!
- Sim, querido, para depois não me irem para a garganta. Que ingénuo, amor…
- Bom, obrigado. Nós vamos ver o que podemos publicar e se for preciso alterar uma palavrita ou outra, alteramos, certo?
- Por mim tudo bem.

E na realidade foi alterada uma coisa ou outra, já que o que depois se soube sobre a estadia de JCB na prisão foi um pouco diferente.

PS: O que raio é um marchant?! (eu sei o que a palavra quer dizer, refiro-me à profissão…)

Publicado por Pikes em 01:53 PM | Comentários (2)

novembro 10, 2003

Smile 41

Eu sei que tinha dito que o próximo herói sob a nossa mira seria o Homem-Aranha, mas não resisto a falar deste: O Fantasma.
E não é por acaso. O filme transmitido durante o fim de semana que passou trouxe-me à ideia que a lista d’ “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra” nunca estaria completa ou faria jus ao seu nome sem o Fantasma.
Após debate aguerrido entre os membros do júri desta tabela (eu), chegou-se à conclusão que o Fantasma tem direito a ser intitulado de herói (afinal até tem um filme…).
Não obstante, será muito provavelmente o pior herói do mundo. É que vejamos: O Batman ainda tem umas engenhocas, tudo bem, mas o Fantasma limita-se a duas pistolas. O gajo só tem duas pistolas! Se formos por aí, na Damaia devem haver centenas de heróis mais fortes do que ele. Mas a questão não é essa. O tipo tem duas pistolas, uma fatiota colada ao corpo(roxa?!) e uma máscara que só lhe tapa as pálpebras! Pronto. É isto. O fantasma é isto. Ah, anda a cavalo. Uau!
O que é que ele vai fazer com isto? Chegar ao pé de um grupo de terroristas e dizer:
“Ahá, bandidos, tremei! Chegou o Fantasma! Larguem as vossas metralhadoras, lança-granadas, lança-chamas, pistolas de raios desintegradores, e deitem-se no chão! Sim, estou a falar com todos os 346 que estão aí! Senão sou obrigado a descarregar os meus dois revólveres de seis balas cada um em vocês!”. Ok, pode ser eficaz. Os bandidos podem começar a cair de tanto rir, mas e se são bandidos sem sentido de humor?
Pois é, não me parece muito convincente. Será que ele espera que ninguém o reconheça por causa da máscara? Aquela que só tapa as pálpebras? Até uns óculos escuros disfarçavam mais. Ou as pessoas dizem: “Olha o Fantasma! Quem será? Parece mesmo o Sr. Zé da padaria, mas não lhe consigo ver as pálpebras, por isso não posso afirmar com certeza…”.
Está bem, se calhar ele usa uma outra táctica. Manda um amigo à frente que diz ao pé dos bandidos: “Olhem, o Fantasma!” – “Um fantasma?! Aahhhrrrgghh!!” Ploft. Mas os bandidos não são normalmente gajos susceptíveis ao sobrenatural.
No filme há mesmo uma cena em que ele entra num táxi e diz ao motorista para seguir um carro. O motorista fica a olhar para ele e diz-lhe: “Por favor, leve o dinheiro mas não me faça mal!”. Ora isto é impossível. Imaginem-se assistir a esta cena em Lisboa. Um gajo de fato de licra da cabeça aos pés, com uma máscara a tapar as pálpebras entra num táxi e diz: “Rápido, siga aquele carro”. Primeiro que o taxista parasse de rir era um caso sério, depois a primeira coisa que fazia era fechar o vidro que dá para o banco de trás. E depois começava logo:
- Então chefe, vem de um baile de máscaras?
- Não, eu sou o Fantasma!
- Pois. Eu aqui há uns anos também era assim, sempre de festa em festa…
- Desculpe, não pode acelerar?
- Oh amigo, lá vai o tempo. Isto agora é só casa-trabalho, trabalho-casa…
- Por favor, ande mais depressa!
- Já nesse tempo a coisa era diferente. Miúdas, copos, amigos…
- Sim, sim, mas eu estou com muita pressa!
- Olhe, foi isso que me tramou. Engravidei uma moça…
- Assim vamos perdê-lo de vista!
- …casei com ela…
- Rápido, ele virou ali à direita!
- …e aqui estou. Epá, esqueci-me de ligar o taxímetro…
- Oh senhor, por favor, tome atenção à estrada.
- Não tem problema, eu meto mais uns dez euritos ao fim. É pr’aí isso…
- Epá, eu até lhe dou vinte, mas não perca o carro de vista!
- Uma vez calhou-me um camone que me deu 15 euros de gorjeta. Isso é que rende…
- Importa-se de parar o carro? Eu saio aqui!
- Você é que sabe. São 30 euros.
- 30 euros?! Para andarmos dois quilómetros?!
- Sabe que isto fica fora da minha área…
- Tome lá. Adeus. Mas…a porta está trancada!
- Ah, estes carros modernos…Sabe, isto a partir dos dez à hora tranca sozinho.
- ENTÃO ABRA!!
- Velhos tempos do meu rico Mercedes…
- PODE ABRIR A PORTA?!?!
- …isso sim, era um carro…
- Bang! Bang!

"TAXISTA ASSASSINADO NO PRÓPRIO TÁXI EM PLENA LUZ DO DIA! TESTEMUNHAS AFIRMAM TER VISTO UMA DRAG QUEEN SAIR DA VIATURA APÓS OS DISPAROS."

Após nova reflexão sobre o assunto, o júri resolveu excluir o Fantasma da tabela, por não considerar que um tipo com duas pistolas seja digno de ostentar o título de super-herói.
A desqualificação deve-se a uma queixa que recebemos de um jovem, da Pedreira dos Húngaros, que afirma ter mais aptidão para herói que o Fantasma. Pelo menos alega ter mais armas. MC Dread Madjé, o jovem, irá agora prestar provas perante o comité de avaliação para tentar a sua conversão em super-herói. Segundo palavras suas: “A bófia tá-se mal. Se mim é herói já não vem dread bófia dar nos córno e tirar chita da gente, bué cumé? Dá um náite! Vou-te chinar!”.
Assim, e até nova evolução no caso, o Fantasma fica em stand-by para a sua entrada na tabela “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra”.

Publicado por Pikes em 05:23 PM | Comentários (3)

novembro 07, 2003

Smile 40

A rubrica “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra” orgulhosamente apresenta:
O Batman!
Ora o Batman, meus amigos, é definitivamente um sério candidato ao top 5 desta semana. Senão vejamos: Não tem super-poderes, não é de outro planeta, não se transforma, não é mais forte que os outros e não voa.
Então para que é que serve este gajo? Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas o Batman ajuda os fracos e é um justiceiro.”. Foda-se, também eu! Não tenho é aquele fato especial, que deve custar um balúrdio, e que lhe dá os semi-poderes que ele tem.
O gajo nem sequer tem caparro. Aqueles músculos que se vêm são enchumaços no fato, são feitos de borracha. E depois é só truques na roupa. Ele é ganchos içadores, boomerangs assassinos, cordas inquebráveis, dispositivos de rastreio, e bombas de fumo.
As bombas de fumo…Aquilo é mesmo à palhaço. Deita bombinhas de fumo para não o verem ir embora. Não havia nada mais útil para ocupar o espaço no cinto? Então se ele não voa, na melhor das hipóteses sobe por uma corda daquelas que ele lança, basta um gajo olhar para cima que o consegue ver, independentemente do fumo. E essas cordas, com o morcegozinho na ponta, prendem-se sempre a tudo. Ele até pode disparar aquilo para uma parede, que aquela merda arranja maneira de se prender. Então se aquilo se prende a tudo, como é que nunca fica preso na capa? Sim, porque ter que tirar aquilo sabe-se lá de onde, depois disparar para um sítio qualquer, é muito complicado de fazer com uma capa. Ah, para não falar do sítio onde está tudo guardado. Se olharmos para ele não se vê nada, mas depois está sempre a aparecer com merdinhas diferentes. Só o cinto deve-lhe pesar alguns 130 quilos, tal é a quantidade de coisas que lá estão penduradas. Se calhar os morcegos de metal que servem para tudo (boomerang, ponta das cordas, lâminas, isqueiro, etc.) não pesam, não? E quando ele cai, as coisas não se soltam do cinto? É que se eu andar com um daqueles cintos de electricista, com as chaves de fendas e os busca-polos e essas merdas, basta-me dar um passo mais sacudido que aquilo salta logo tudo. Ele, dá saltos, anda à porrada, cai e dá cambalhotas, e nem se ouve o tilintar das engenhocas. Mas chega à altura de puxar de uma delas sai tudo com uma facilidade do caraças.
Na realidade ele não é um super-herói. É sim, um gajo cheio de papel que gosta de um bocadinho de aventura. Comprasse uma playstation! Só o velho mordomo é que sabe a verdade, e nunca se chiba. Lá está, se fosse como deve de ser, o velho já tinha vendido os direitos à TVI e ia ao Jornal Nacional dar uma entrevista. Do tipo:
- Boa noite, eu sou a Manuela Moura Guedes.
- Boa noite.
- Então sr. Mordomo do Batman, tem uma história pra nos contar,não é?
- Bem, na realidade eu…
- Mas se o senhor é o mordomo, a culpa é sua, não é?
- Desculpe?
- O mordomo é sempre o culpado. E ainda vem aqui queixar-se?
- Não, é que eu venho contar…
- O que o senhor vem contar é irrelevante. A nossa equipa deslocou-se ao local e…
- A senhora deve estar a fazer confusão, eu…
- NÃO ME INTERROMPA!! Eu sou a Manuela Moura Guedes!
- Deu para perceber, aí pelo túnel do Grilo por onde você fala!
- A MIM NINGUÉM ME CALA!!
- Olha este agora…
- Manuela, estás com algum problema?
- Estou. Este mordomo não quer reconhecer a culpa.
- Então sr. Mordomo do Batman, você não vê que agiu de uma forma errada?
- Mas eu não fiz nada!
- CALE-SE! VOCÊ PODE MALTRATAR QUEM QUISER, MAS A MIM NIGUÉM ME CALA!!
- Oh homem, não dê essas palmadas no peito que ainda se pode magoar…

Mas não, isto não acontece, portanto não está próximo da realidade.
Na minha opinião o mordomo é um pedófilo com fétiches de heróis que obrigou o Bruce Wayne, enquanto puto, a disfarçar-se de Batman para lhe satisfazer as pérfidas fantasias.
O outro depois habituou-se e não quis outra coisa. Daí o aparecimento do Robin, mais novo, para o Batman lhe poder andar a papar a bilha.
E outra coisa. Onde é que ele mandou fazer o fato? Ninguém lhe perguntou nada? “Boa tarde, eu queria um fato à prova de bala, com uns músculos desenhados e em relevo, com 437 truques escondidos, por favor.” – “Com certeza. Tem algum desenho preferido?” – “Pode ser a imitar um morcego.” – “Sim senhor. Venha cá na terça-feira.”. Ora se ele gastasse o dinheiro que tem a ajudar pobrezinhos não era melhor empregue do que em engenhocas que custam balúrdios? E o carro? Qual foi a oficina de tunning que lhe fez aquilo? É que eu gostava de lá levar o meu charuto.
Resumindo, o Batman não é nenhum super-herói, é só um gajo cheio de dinheiro.
Não perca na próxima edição d’ “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra”, o Homem-Aranha.

Publicado por Pikes em 06:14 PM | Comentários (4)

novembro 05, 2003

Smile 39

No programa de hoje, vamos explicar um fenómeno psicológico que afecta os homens.
A necessidade fisiológica.
Reparem como o macho humano não tem qualquer pejo em urinar, vulgo “dar uma mija”, onde quer que calhe, mas no que se refere a defecar, vulgo “ir cagar”, surgem-lhe algumas reticências. O acto de dar uma mija não implica qualquer esforço nem mesmo uma grande necessidade de privacidade. Por isso, quando dá um mija, o homem até sente um certo prazer e gozo em fazê-lo num local público, contra uma parede ou mesmo um muro. Aqui surge uma pequena diferença na mija. A mija em local público e a mija na casa-de-banho. Ora a mija em local público define-se pela tentativa de disfarce por parte do perpetrador, se bem que não deixa de existir um certo desejo de ser visto por alguém, de preferência mulher, para que se possa exibir. No local público, o ser urinante limita-se a expelir o amarelado (excepto em caso de estar bêbedo, aí é transparente) líquido e a despachar-se o mais rápido possível. Este procedimento implica o conhecido “pingo na cueca”, manchando-a de amarelo na região genital.
Já na casa-de-banho, o “bombeiro de ocasião” tem um comportamento mais solto e livre. Sabendo-se num local que é destinado para o efeito, solta a sua mija acompanhada de sons, do género “aahh…”, uuhh…”, ou até mesmo “aahh, caralho…”. Mas o que separa realmente esta mija daquela que é feita no local público é o acompanhamento. A mija na casa-de-banho não dispensa o belo e sonoro peido. Ao saber-se à vontade e dentro da lei, o homem que mija na casa-de-banho liberta todos os seus músculos, o que lhe permite desobstruir qualquer via de opressão aos gases. Fonte de enorme prazer, o peido simultâneo à mija é libertador e dá mesmo uma sensação de leveza e bem-estar pós-mija. Nem o facto de poder haver companhia no urinol é constrangedor, porque afinal estão todos na mesma situação e está definido no código masculino que o peido é sinal de masculinidade. O homem que não tem problemas em peidar-se à frente de outros, principalmente quando mija, é sem dúvida um homem sem preconceitos nem complexos acerca do seu corpo, o que o torna másculo.
O que realmente apoquenta o homem comum é a outra necessidade fisiológica diária.
O homem quando em grupo não tem qualquer problema em dizer “vou mijar” e desaparecer durante dois ou três minutos. Mas quando toca à bela cagadela a coisa pia de outra maneira. O homem que se ausenta para defecar não diz “vou cagar”. Não senhor. Neste caso limita-se a dizer “já venho” ou “aguenta aí cinco minutos”. Só em última instância e se questionado acerca da sua saída é que é possível que diga em sussurro, e apenas a quem fez a pergunta, “vou ali cagar”. O porquê deste mistério sobre a arte de arrear o calhau é ainda desconhecido dos nossos cientistas. Em público é totalmente impossível alguém cagar. Só com uma besuga nos cornos. E mesmo na casa-de-banho, existe uma envolvente de secretismo que ninguém põe em causa. O homem refugia-se sempre no cubíclo mais afastado da porta e reza, enquanto caga, para que ninguém o veja a sair. Mesmo quando entra na casa-de-banho decidido a cagar-se, se lá estiver alguém, disfarça e lava as mãos durante o tempo necessário até que esse alguém saia. Quando a coisa corre mal, o gajo que já estava na casa-de-banho mete conversa e faz questão de esperar por nós para continuar com a dita conversa. Aí tem que se passar ao plano B e mal saímos do WC dizemos “Epá, esqueci-me de uma coisa” e voltamos rapidamente sem dar hipótese se ser seguidos.
A conclusão possível é que a cagada é uma fonte de vergonha para o homem. Se por um lado (neste caso é o mesmo…) dar peidos é másculo, já cagar é motivo de privacidade. Será que o facto de nesse momento, o da cagada, se ter uma coisa cilíndrica a passar pelo rego é constrangedor para o macho comum? E mais, sendo esse momento de prazer, poderá o homem ser considerado roto? Mas a coisa sai num sentido contrário ao da sodomia. Será então a cagada um momento de paneleirice ao contrário? Questões que continuarão a atormentar a mente dos mais curiosos e também dos nossos cientistas.
Até ao próximo programa, eu sou o David Att….Eu sou o David.

Publicado por Pikes em 05:37 PM | Comentários (3)

novembro 04, 2003

Smile 38

Este Smile é mesmo só um cheirinho.
Em relação ao dia que passou há pouco tempo, o dos Finados.
Já repararam que quando as pessoas estão num cemitério, falam baixinho?

PORQUÊ!?!?!?

Publicado por Pikes em 03:24 PM | Comentários (2)

Smile 37

Descobri, após investigação exaustiva, que afinal os super-heróis são a maior tanga à face da terra.
Assim, resolvi criar mais uma tabela: “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra”.
E pego já no mais carismático e, quiçá, o mais conhecido de todos, o Super-Homem.
O Super-Homem é um produto de ficção reles e mal concebido. Então o gajo vem de outro planeta e é igual a nós? Isto deita por terra o sonho de acreditarmos que os seres extraterrestres são verdes e com antenas. E afinal é possível que o José Castello Branco seja mesmo terráqueo. Não, não venham com ideias, a Lili Caneças é mesmo de outro planeta, não vamos exagerar.
Mas o Super-Homem, mesmo sendo de outro planeta, não deixou de ser educado por humanos, o que torna irreal o seu comportamento. Então um gajo é rijo como o aço, é invulnerável a balas, é mais rápido que um míssil, e não aproveita nada dessa merda?
Ele podia manter a identidade secreta e não tinha obrigatoriamente que ser um jornalista com ar de cromo. Podia ser um atleta qualquer e encher-se de dinheiro. E a cena de ver através das paredes? O dinheiro que ele podia fazer, meu Deus! E mais, quando era puto devia passar a maior parte do tempo a ver gajas nuas nos balneários.
Depois vem-me com aquela farpela azul cueca, e um triângulo no peito, com um S. Mas o S é para quê? Para sabermos que ele é o Super-Homem? Mas alguém é burro o suficiente para ver um gajo a voar, destruir paredes, ser resistente a tiros e dizer: “Oh, mas quem será este homem vestido com um fato coladinho ao corpo, muito forte, que nunca se despenteia? Ah, pelo S que tem no peito deve ser o Super-qualquer coisa…Já sei, é o Super-Homem!”. E já agora, se eu andasse a voar e à porrada com meio mundo, para que é que eu queria a capa? Aquela merda só serve para atrapalhar! Já experimentaram andar com uma capa? Anda sempre às voltas, prende-se nos braços e corre-se o sério risco de se queimar com um cigarro.
E onde é que ele guarda o fato? Numa bolsa tipo Sport Billy? Ou anda sempre com ele vestido por baixo? E se anda com ele sempre vestido por baixo, como é que faz quando vai ter com uma gaja? E o calor que deve passar com aquilo! É só experimentar andar com um fato de licra dos pés à cabeça vestido por debaixo da roupa o dia todo e vão ver se alguém se aproxima de vocês a menos de 30 metros, tal é o bedum a suor! Mas há outro pormenor. Onde é que está a capa? Não se nota o enchumaço debaixo do casaco?
Também me intriga onde é que ele deixa a roupa quando se transforma. O tipo deve gastar um balúrdio em fatos. Cada vez que se transforma, de certeza que lhe palmam o fatinho. Mas curioso mesmo é o caracol no cabelo. Ele não tem caracol, mas quando se transforma, ele aparece. Será que ele anda sempre com gel no bolso e perde tempo a fazer o penteado antes de ir salvar seja lá quem for? E quando volta a ser o Clark Kent? Lava a cabeça num instante e volta a fazer o mesmo penteado de cromo?
Não faz sentido.
O Lex Luther, que eu saiba, não é um super-herói. Porque é que o Super-Homem não o arruma de vez? Era só dar-lhe uma arrochada nos cornos e acabava-se o mau da fita. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas ele não faz mal às pessoas, o Super-Homem é bonzinho.”. É bonzinho os tomates! Então e os ajudantes do Lex Luther? Não contam? É que esses levam nas trombas como gente grande e o Super-Homem não tem pena deles. Já que ele até consegue fazer o mundo andar para trás, para salvar a Lois Lane de morrer, porque é que não dá mais umas voltas e regressa ao tempo em que o Lex Luther era pequeno e o educa melhor? E depois é sempre humilhado por todos, enquanto Clark Kent. Ele alguma vez conseguia manter o segredo tanto tempo?! E os pais sabem do segredo, de certeza que já se tinham chibado, do género: “Epá, aquele Super-Homem é mesmo o maior!” – “É, não é? É o nosso filho…Oops!”. Podem-me dizer: “Ah, mas eles são os pais deles, nunca se iam chibar, iam guardar segredo.”. Meus amigos, a melhor forma de se guardar um segredo entre três pessoas é se duas delas estiverem mortas, acreditem.
E nem vou falar do ar de roto que aquela vestimenta dá…Botinha vermelha, roupinha toda justa, cuequinha por fora das calças…Parece uma drag queen!
E finalmente vem a maior incongruência de todas. É invulnerável a tudo e depois cai de um cavalo e fode-se!
Realmente, o Super-Homem só pode estar nomeado para entrar n’ “Os Cinco Heróis Mais Estúpidos da Terra”.

Publicado por Pikes em 03:18 PM | Comentários (1)

Smile 36

Na sociedade do século XXI existe um animal que há muito justificava uma investigação profunda sobre a sua existência.
O porteiro de discoteca, conhecido como “Portas”, tem vindo a ganhar destaque na fauna noctívaga. Neste programa vamos abordar a sua forma de vida e habitat, e vamos também dar a conhecer a razão porque a natureza nos contemplou com este espécimen.
Sendo uma criatura sedentária, dado que nunca sai do mesmo sítio, o Portas faz parte de um grupo muito fechado. Este grupo, que não se inclui nos predadores, mas que também não faz parte das presas, domina a vida nocturna na selva. O poder que este grupo exerce sobre os demais moinantes da escuridão é de facto relevante. Este grupo é o proprietário das tocas onde a fauna teima em buscar diversão. Ora dentro do grupo, a linha hierárquica está bem definida, com o Portas a ocupar o último lugar.
Em termos de utilidade, não lhe é reconhecida nenhuma, mas revela-se preponderante no processo de diversão, inexplicavelmente.
A teoria que os nossos biólogos desenvolveram baseia-se em experiências comprovadas in loco e em estudos pormenorizados.
O Portas, normalmente de compleição física avantajada, tem dificuldades de comunicação. Uma gravação obtida por um explorador permite-nos comprová-lo:
- Boa noite.
- Hum.
- Nós somos dois, para entrar.
- Não!
- Mas estão aí dentro uns amigos nossos e….
- Não!
- …E eu tenho cartão de garrafa e…
- Não!

Um pormenor que o explorador encontrou foi um pequeno auricular na orelha do Portas. O estudo do comportamento do Portas levou-nos à conclusão que esse auricular é um sistema de apoio à comunicação. O Portas, sem esse apoio, não saberia o que dizer. Existe por detrás da criatura um outro elemento que lhe vai dando a indicação do que ele há-de dizer, via microfone, já que a palavra “não”, que tem mais de duas letras e com a dificuldade acrescida de ter um acento ortográfico, torna-se demasiado difícil de decorar pelo Portas.
No entanto, regista-se a excepção. Em 1978, em Alcântara, um cientista conseguiu ouvir um Portas dizer duas palavras seguidas. O tempo apagou essas duas palavras do diário do dito explorador, mas o mesmo veio a reconhecer mais tarde que se podia ter enganado, e que a criatura poderia não ser um Portas, mas sim alguém fazendo-se passar por ele.
Uma variante do Portas, geneticamente mais evoluída, é o Portas sem compleição física de destaque. Este Portas, produto da evolução natural da espécie (se bem que é muito possível que as reacções químicas a alguns resíduos tóxicos industriais estejam na origem desta transformação), já consegue emitir mais que as onomatopeias que lhe eram características. Os conhecidos “ugh”, “humm” e “ohrf” deram agora lugar a expressões mais complexas como “a casa está cheia”, “já estão cá muitos homens” e “só com cartão da casa”. A conclusão possível é que este Portas é um agente estranho ao habitat, e que por via de estratagemas maquiavélicos se conseguiu infiltrar no grupo para acabar com o nosso querido e já mítico troglodita.
As funções são as mesmas: Fica com dinheiro na mão, sem lhe poder fazer nada porque não consegue largá-lo, entrega pequenos papéis quadrados, e por vezes, talvez por impulsos instintivos, consegue desviar-se da frente de quem passa. Apesar da evolução a que foi sujeito, o Portas mantém o olhar distante e vidrado, qual zombie na Twilight Zone.
O nosso móbil é a defesa de uma criatura em riscos de extinção, uma criatura que fez as delícias da nossa juventude, que povoou o nosso imaginário de mortes dolorosas e lentas, com muito sangue e amputações, enquanto voltávamos para casa após termos sido impedidos pelo Portas de nos irmos divertir com alguns amigos.
A esse Portas, ao velho armário acéfalo, ao ser que mesmo só com um dígito no Q.I. se consegue manter em pé, uma grande homenagem. Salvemos os Portas do mundo. Vamos voltar a dar à noite a velha mística. Vamos recuperar a máxima: “O Portas pode ser um mono que só conhece duas letras do abecedário, mas depende dele a tua entrada num local de diversão nocturna, onde vais deixar o teu dinheiro para que ele possa receber um pagamento ao fim do mês e o vá gastar em aminoácidos.”.
Salva um Portas, deixa-te barrar por ele e dá algum significado à sua existência.
Até para a semana, eu sou o David Aruiudh…Agtuyr…Que se foda!

Publicado por Pikes em 12:09 PM | Comentários (3)

novembro 03, 2003

Smile 35

Um dos fenómenos mais curiosos da nossa era, é o do engate na discoteca.
Ora o engate na discoteca pode dividir-se em grupos. Essa divisão deve-se principalmente às mulheres, já que os homens têm sempre o mesmo comportamento.
Então, temos as mulheres muito dadas, a que vamos chamar grupo MD. Neste grupo, as coisas passam-se mais ou menos assim:
- Olá.
- Olá.
- Como é que te chamas?
- Ana. E tu?
- Zé.
- E então? Tás de carro?
- Sim. Vamos bazar?
- Bora.

No grupo MD, a coisa é simples e prática. O homem limita-se a conseguir chegar primeiro que os outros. Não há muita conversa, só mesmo o essencial. Normalmente o homem que investe sobre este grupo, está já em fase de desespero, muito bêbedo, ou é um novato que ingenuamente se lançou sobre um membro do MD. O homem que habitualmente se desenrasca com MD é conhecido como “Abutre”.

Outro grupo de destaque é o das “querem, mas não é qualquer um”. A este grupo, que designaremos como QMNQ1, os homens não se dirigem de ânimo leve. Sabem que podem ser rejeitados e não arriscam:
- Olá.
- Olá.
- Como é que te chamas?

Aqui surge a diferença. No caso da mulher estar interessada:
- Ana. E tu?
- Zé.
- E então, estás de carro?
- Sim. Vamos bazar?
- Bora.

No caso de não estar:
- Como é que te chamas?
- Vai-te foder, baza daqui!
- Então, qual é a tua?
- Tenho que te dar um chapadão, ó atrasado mental?
- Não, tá-se bem. Tchau…

Estas mulhres estão normalmente acompanhadas de outras, que lhes vão dando opiniões sobre os possíveis engates. Os homens que se dirigem a este grupo são conhecidos como “Macaco”, pois andam de galho em galho até acertarem.

Mais um dos grupos femininos de destaque nas discotecas é o “Só Foram Dançar, Mas Se Surgir…”, conhecido como o SFDMSS. Neste grupo estão normalmente as mulheres mais interessantes. Elas não andam à procura de nada, mas se de repente um homem lhes interessar, podem dar um abébia:
- Olá, como é que te chamas?
- Ana.
- Ana? Bonito nome. Estás sózinha?
- Porquê, vais-me assaltar?
- Não, mas posso-te roubar o coração…
- Tens a mania que és engraçado, não tens?
- Não, só com mulheres bonitas é que fico assim.
- Olha lá, estás-me a bater o couro?
- Por amor de Deus, por quem me tomas?

Aqui surge a diferença. Se ela está interessada:
- Por um cavalheiro educado e galante.
- Ora nem mais.
- E então, estás de carro?
- Sim. Vamos bazar?
- Bora.

No caso de não estar interessada, é mais simpática que a mulher do grupo QMNQ1:
- Por amor de Deus, por quem me tomas?
- Por um palhaço que me está a chatear.
- Ora, não sejas assim. Eu estou a ser simpático contigo.
- Processa-me! Agora podes ir à tua vida.
- Mas porque é que me estás a tratar assim? Fiz-te algum mal?
- Fizeste, apareceste aqui. Posso dançar sossegada?
- Mas eu também só quero dançar…
- SLAP!!
- Ó estúpida, é preciso dares-me um estalo?!
- SLAP!!
- Pronto, tchau! Vaca!
- SLA…
- Já fui!

Este tipo de mulher pode tornar-se agressiva se o homem não souber quando parar. É uma questão de timing.

Finalmente temos o último grupo, as “Vim Cá Dançar E Ai De Algum Estúpido Que Se Meta Comigo”, conhecido como VCFGSMKEIJSYSHG (mais ou menos…).
Este grupo é muito evitado pelos caçadores, pois é muito perigoso:
- Olá, como é que te chamas?
- Larga-me estúpido, ou chamo o segurança!
- Mas eu não estou a fazer mal nenhum!
- AAIIIIIII! Socorro! Querem-me violar!
- Mas…mas…
- SLAP!!
- Olha lá, estás-te a passar?
- SLAP!! POF!! SOC!!
- ……

Já foram vistos alguns casos em que elas são ainda piores. São raros, mas existem:
- Olá, como é que te chamas?
- SLAP!!
- Então sócia, qual é a tua?
- BBZZZZZ!!
- AAAIII, essa merda dá choque!!
- FFSSSSSTTTT!
- AAIII, os meus olhos!! Isso arde!!
- SLAP!! POF!! SOC!!
- …….

O grande perigo deste grupo é que não se distingue dos outros. Muitas vezes elas disfarçam-se, tirando os óculos, os aparelhos dos dentes e enchendo-se de base para tapar as borbulhas antes de ir para a discoteca.
Fica assim terminado mais um “Disco Geographic”. Até para a semana, eu sou o David Attenjfh…Attenguy…Attruogh…Alfouhgs…esse que vocês sabem.

Publicado por Pikes em 06:01 PM | Comentários (11)

Smile 34

Na senda dos empregos mais estúpidos da Terra, surge-nos mais um candidato ao top 5.
O homem que dá o papel higiénico na casa-de-banho.
Ora não existirá mais nada para um gajo fazer sem ser dar papel higiénico a quem vai cagar?
E muitas vezes ainda temos que pagar. Lá está o tipo, abancado à entrada do WC, à espera, como um abutre. O objectivo daquele gajo é que se cague com fartura. É como os gajos dos reboques, está sempre à espera que alguém faça merda.
Ou seja, deve ser tão inútil, que o emprego que consegue é o de estar um dia inteiro a levar com o pitéu de quilos e quilos de merda. É certo que ajuda a limpá-la, mas por amor de Deus…
E depois, qual é realmente o contributo que dá à sociedade? Não era mais fácil ter um suporte para o papel higiénico? Ou estão à espera que um gajo quando vai cagar não saiba o que fazer? Será do tipo: “Epá, caramba, agora que acabei de cagar não sei o que hei-de fazer. Se alguém me pudesse ajudar é que era bom. Oh, olha aqui um rolo de papel. Para que será?…”. E aqui entra o “fornecedor de papel higiénico” – “Ahá, estás sem saber o que fazer? Tem calma, chegou o fornecedor de papel higiénico! Não temas, eu vou ajudar-te a limpar a merda do teu cu. Toma, usa este papel e esfrega-o para a frente e para trás no teu ânus, e verás que ficas melhor!”.
É o super-herói dos cagões. E o lema é: “Onde quer que alguém se cague, onde quer que haja merda, onde houver um cu porcalhão, ele está lá pra salvar o dia! O Limpa-Merda Alado!!”.
Depois até pode ter, como qualquer super-herói que se preze, um ajudante. “Eles zelam pela higiene! Eles estão sempre alerta! A sua necessidade fisiológica não será esquecida! Together they are: Limpa-Merda Alado e o seu ajudante, o Sacode-Pichas Eléctrico!”. Este ajudante é o que fica com os trabalhos menores. À entrada da casa-de-banho fica o Limpa-Merda Alado e ao lado dos urinóis está o Sacode-Pichas Eléctrico. Não voltará a ter o pingo na cueca! O assistente ao urinol resolve-lhe o problema.
Até faz sentido. Se o animal que inventou o emprego de dar papel higiénico a quem vai cagar pensou que o cagão não sabia como utilizar o papel a não ser que lho dessem, também podia ter-se lembrado que um gajo depois de mijar também não saberia o que fazer com o pingo…
Claro que tudo isto pode ser uma cabala contra as empresas que fazem os suportes para papel higiénico. Parece que não, mas o mercado de suportes de papel higiénico é muito concorrido. É que se faz muita merda por aí, e as vendas devem ser altíssimas. Bom, mas sempre é melhor o gajo estar à porta da casa-de-banho do que algum atrasado mental se lembrar de o pendurar pelas costas dentro da cabine com a sanita, a agarrar o rolo com as mãos.
Assim, o “fornecedor de papel higiénico” entra directamente para o segundo lugar dos “Cinco Empregos Mais Estúpidos da Terra”.

Publicado por Pikes em 05:34 PM | Comentários (3)

Smile 33

Vamos hoje iniciar uma nova tabela.
“Os Cinco Empregos Mais Estúpidos da Terra”.
De entre os muitos candidatos, seleccionei para primeiro comentário o de “Ascensorista”.
Um ascensorista deve ter dos empregos mais estúpidos da terra. Primeiro, existe para fazer algo que todas as pessoas conseguem fazer: carregar num botão. Tudo bem, há aquelas pessoas que não chegam lá, mas essas normalmente não andam sozinhas, andam com os pais porque só têm três anos.
Podem-me dizer: “Ah, mas então e os anões?”. Os anões que se fodam, não andem de elevador. E mesmo assim, tendo em conta a percentagem de anões que existe na Terra, justifica-se este emprego só por causa deles? Não!
Ali está ele, com uma farpela ridícula, muitas vezes com um chapéu igual aos daqueles macacos que dançam enquanto o dono dá à manivela do realejo, a perguntar o andar para onde a pessoa vai.
O que é que ele tem a ver com isso? E se eu for a um sítio que não quero que ninguém saiba? Eu também consigo carregar no botão! E além disso, o gajo não fica maluco, com tanto sobe e desce durante o dia todo?
E será que ele espera que o elevador encha, ou de cada vez que tem um cliente, vai só com ele?
Mas é que às vezes ainda recebe gorjeta. Então mas eu vou dar gorjeta a um gajo que carregou num botão por mim? As portas até se abrem sozinhas! “Cuidado com o degrau”, chegam a dizer. Qual degrau? Não é suposto os elevadores terem um degrau; só se estiverem avariados e não pararem no sítio certo. Tudo bem, um gajo diverte-se um bocadinho a olhar para ele enquanto vai no elevador, mas não se justifica. Ainda se fossem gajas boas, de mini-saia, ou mesmo só de ligas, e que até dessem uma abébia, tudo bem, mas não, são sempre uns cromos que não sabem fazer nada na vida e por isso tiveram que ir para “Pressionadores de botões iniciadores de marcha em aparelhos transportadores de pessoas para cima e para baixo nos edifícios”. Como é que se faz uma entrevista de selecção para contratar estes tipos? “Olá, nós estamos à procura de alguém com carisma para este trabalho, espírito de equipa e disponibilidade.” – “Claro. Eu já trabalhei num edifício de quatro andares, no início da minha carreira, mas ao fim de dois meses fui transferido para um com 10. Desde então tenho vindo a alcançar os objectivos propostos, e só por uma vez me enganei no andar que me pediram, mas fez-se um inquérito e chegou-se à conclusão que eu não tive a culpa. Era um elevador novo e os números estavam em inglês.”. E a concorrência entre colegas ascensoristas? Será que têm inveja uns dos outros? “Aquele porco daquele Zé anda sempre a levar pessoal para os últimos andares. Cá para mim anda a dar graxa ao encarregado do prédio. A mim já é a segunda semana seguida que me calha o elevador que só vai para a cave.”.
Assim, por estas e por outras, o emprego de ascensorista entra hoje a votos para “Os Cinco Empregos Mais Estúpidos da Terra”.

Publicado por Pikes em 05:31 PM | Comentários (2)